sábado, 2 de outubro de 2010

A Dor


Depois das lágrimas que ainda teimam em cair, fecho os meus olhos cansados

Os ponteiros do relógio cismam em marcar as horas lentamente

Sem licença, uma mansa tristeza vem e invade o meu coração machucado

Mais uma despedida

Só resta a ausência física com a qual terei que conviver

Uma ilusão o tempo...

Sei que nada acaba

Mas te digo: - Não é fácil ...

Há um aroma nítido dos anos que passaram

Imagens cravadas na alma

São elas que me sustentam

Ainda há esperança

Ainda existe amor

Nestas horas de incertas passagens

Só consigo agradecer tudo o que foi feito

Ao final desta história:

Mãe Terra recebeu teu corpo sepultado...




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